Filtro para fumos metálicos: qual a melhor solução?

4 min. leitura

Hoje em dia existem diversos modelos de filtros para fumos metálicos. São muitos modelos no mercado e, dependendo do seu objetivo, eles recebem indicações diferentes. Os filtros são peças fundamentais dentro de um projeto de ventilação ou exaustão industrial. É ele o responsável, justamente, por filtrar o ar impuro que vem do ambiente.

Mas onde podemos colocar um projeto de exaustor industrial? Eles costumam estar presentes em diversos segmentos e setores do mercado. Pode-se encontrar em cozinhas industriais, fábricas em geral e indústrias que trabalham com soldagem. Para esse último, principalmente, é imprescindível um cuidado redobrado já que a ausência de um projeto, a má instalação ou a inadequação de peças podem causar riscos sérios à saúde dos trabalhadores. Isso porque eles estão em constante ligação com fumos metálicos.

Fumos metálicos, por sua vez, são materiais liberados durante o processo de soldagem. São comumente encontrados em indústrias que utilizam o processo. Os fumos são compostos por diversas impurezas e impedi-los faz parte de uma série de ações que devem ser tomadas pela empresa para evitar a contaminação do meio ambiente e garantir o bem-estar e um local seguro e salubre para seus colaboradores. 

 

LIMITE DE TOLERÂNCIA: FUMO METÁLICO


Há materiais, em diversos segmentos industriais, que podem ferir gravemente a saúde dos trabalhadores. Entretanto, algumas normas estabelecem alguns limites de tolerância à exposição desses agentes. A Norma Regulamentadora 15 (NR15), por exemplo, estabelece quais substâncias podem causar danos à saúde e detalha uma série de cálculos que determina os limites tolerados de cada uma delas.

Para a exposição a elementos radioativos não ionizantes, o anexo 7 da NR 15 estabelece que a atividade é insalubre, mas não define quais seus limites de tolerância. Já os metais, há diferenciação entre eles em relação aos seus limites. O chumbo e o manganês, que liberam fumos, possuem um limite de 0,1 mg/m3 e 1 mg/m3 respectivamente. O cádmio, por sua vez, não possui uma medida de tolerância definida na NR15 e, por isso, necessita de uma avaliação química qualitativa. 

Há outros metais que também merecem atenção, mas que, no entanto, não chegam a ser caracterizados como insalubres. Exemplos disso são o cromo, o cobre, o ferro, o zinco, o alumínio e o magnésio.

Já quando falamos em gases, é preciso atenção ao dióxido de nitrogênio, que possui um limite de tolerância estabelecido pela NR15. O anexo 11 dessa norma regulamentadora prevê um limite de 4ppm. Esse gás pode ser encontrado no processo de soldagem a gás, em espaços fechados.

 

EPI PARA FUMOS METÁLICOS


Para proteção, diversos equipamentos de proteção individual devem ser disponibilizados aos trabalhadores. Isso será imprescindível para que a equipe que realiza o serviço de soldagem esteja segura. Além disso, para o empregador, é a certeza de que seus colaboradores estão em segurança, garantindo a saúde e evitando perda de dinheiro e de produtividade.

Entre os EPI’s que se destacam, estão:
 
  • Máscara para fumos metálicos;
  • Óculos de proteção à fuligem;
  • Máscara de solda com lentes;
  • Touca para soldagem;
  • Luvas para proteção das mãos;
  • Avental de raspas;
Além disso, é preciso estar atento aos equipamentos de proteção coletiva. Os EPC’s são essenciais para toda empresa que não só trabalha com fumos metálicos, mas que também opera com gases, poeiras, fumaça e gorduras no geral. Entretanto, para as indústrias que trabalham especificamente com fuligens e fumos de solda, é mais do que necessário o uso de extintores de incêndio, de cortinas inactínicas e sistemas de exaustores industriais.

Esses sistemas para extrair fuligens são os mais usados para combater impurezas. É preciso um bom projeto de exaustão que desempenhará esse papel. Para isso, é importante conhecer cada peça desse projeto, suas funcionalidades e seu desempenho. Mas como é composto um projeto de exaustão?

Um projeto de exaustão de fumos, e também conhecido como sistema de ventilação local exaustora, é composto, em geral, por quatro peças fundamentais:
 
  1. o captor, cuja principal função é, justamente, captar o ar com as impurezas do ambiente;
     
  2. o sistema de dutos que é responsável por transportar o ar impuro até o filtro e, depois, levar o ar já livre de impurezas para o ambiente;
     
  3. o ventilador, que tem como objetivo resfriar o ar para devolvê-lo ao ambiente;
     
  4. e, por fim, o filtro. Sua função é reter determinados materiais, tais como pó, fumos de solda, gordura e fumaça.
O filtro para fumos metálicos são de grande importância nessa engrenagem, colaborando para que todo o sistema de exaustão tenha um bom desempenho.

 

MAS QUAL É O  FILTRO IDEAL?


A resposta para essa pergunta vai depender das suas necessidades. É justamente esse o objetivo principal de um projeto de exaustão: atender às suas necessidades. Para cada tipo de empresa ou local que será instalado seu projeto de exaustor, é preciso um modelo diferente de filtro. Além disso, é preciso também levar em conta a capacidade de refrigeração desse ambiente.

Por exemplo, se sua demanda é atender um espaço que gera gordura, o filtro será um. Se seu ambiente produz poeira será outro.
 
  1. Filtro de manga ou cartucho

    Geralmente é utilizado em exaustores para o setor industrial. Esse modelo se caracteriza justamente em filtrar o material poluente por meio de mangas/cartucho, num tecido determinado que faz o processo de filtragem do ar. O filtro de manga gera um bom custo-benefício por ter a possibilidade de ser reaproveitado.

  2. Filtros G0 a G4

    Normalmente, os filtros G0 a G4 são utilizados em lugares que contém poeira. Esse modelo é feito de lã de vidro. A numeração varia de acordo com a intensidade de pó no ambiente. O G0 é o mais fino e, por isso, é utilizado quando a poeira é mais fina ou não há muitas partículas de pó no ambiente. Esses modelos também podem ser utilizados em exaustores axiais para trabalho em cabines de pintura, por exemplo.
     
  3. Filtros com carvão ativado

    O uso desse modelo comumente tem o objetivo de trabalhar as substâncias odoríferas ou coloridas de gases ou líquidos. O carvão é composto por moléculas de carbono que, em contato com determinadas substâncias química, as “aprisiona” em sua superfície.